Carreira
Seu chefe tem temperamento difícil?
O que fazer?
Agir com diplomacia, ouvir críticas com racionalidade
e saber identificar se o mau humor dele é circunstancial
ou crônico são aspectos importantes para evitar novos
atritos entre vocês
Por
Aleksandra Zakartchouk
Você
já teve a sensação de que sua sina é
responder a chefes de temperamento difícil? Você muda
de emprego e, depois, percebe que o novo superior é tão
ou mais desequilibrado que o anterior? (...) Pois é, a maioria
de nós já sofreu na pele, pelo menos uma vez, a experiência
de ter um chefe tirano, louco, instável. Saber administrar
esta tensa relação é um verdadeiro desafio
profissional.
Antes
de considerar o caso perdido e jogar seu emprego para os ares, vale
fazer uma auto-análise para identificar onde está
o problema. Na verdade, uma avaliação pode ajudá-lo
a descobrir se você anda cometendo falhas que estejam prejudicando
esta relação profissional.
Por
outro lado, existem certas posturas que parecem desarmar até
o mais selvagem dos superiores. Note que há pessoas que sabem,
como ninguém, se relacionar bem com chefes hostis. Comentários
como estes se tornam comuns: "O chefe tem um temperamento péssimo...
Não sei como o fulano consegue lidar com ele", ou ainda,
"Não sei como ele ouviu o que você disse... Ele
não ouve ninguém".
Tente
entender as razões do mau humor de seu chefe. Se for circunstancial
- conseqüência da sobrecarga de trabalho, stress ou algum
problema pessoal - há mais chances de que o temperamento
dele mude tão logo o foco de tensão seja dissipado.
Agora, se o superior sempre tratou mal os funcionários e
continua desrespeitando-os, é muito provável que a
hostilidade seja crônica. As chances de ter um bom relacionamento
com ele são bem menores.
Neste
caso, a intervenção profissional pode ser uma boa
pedida. Quando o indivíduo se sente muito inseguro ou indeciso
para tomar decisões, conversar com um psicoterapeuta ou um
consultor de Recursos Humanos pode ajudá-lo a avaliar seu
dilema, identificando as melhores alternativas.
Certas
emoções negativas podem entrar em cena durante um
conflito com o chefe (como auto-defesa e agressividade), deixando-o
mais suscetível na discussão. Identificar estes mecanismos
facilita o controle de reações inadequadas no ambiente
de trabalho. A partir daí, é possível criar
estratégias próprias para agir com diplomacia nos
momentos mais críticos.
Os
especialistas aconselham nunca bater de frente com o superior (não
o trate como um adversário). Exponha suas insatisfações
de maneira que ele não se sinta atacado, evitando assim prejuízos
maiores. Além disto, quando levar um problema a ele, seja
produtivo e voltado para o resultado, apresentando sugestões
de como resolver seu impasse.
Lembre-se
que nossos argumentos são muito mais persuasivos quando baseados
na razão (e não na emoção). Por isto,
manter o equilíbrio emocional é fundamental em qualquer
circunstância. Saiba ouvir críticas com maturidade,
sem deixar-se levar pela impulsividade. Pelo contrário, analise
se trazem alguma informação valiosa sobre como é
possível fazer algo melhor.
A
psicoterapeuta Kátia Horpaczky faz uma advertência:
"fique atento para ver se seu superior está tecendo
comentários para atacá-lo pessoalmente. Descubra se
ele é 'difícil' apenas com você ou com todos.
Se for só com você, pode ser perseguição,
mesmo. Há chefes que se sentem ameaçados pela competência
do funcionário. Neste caso, às vezes, o melhor é
procurar uma outra posição", ressalta.
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O
chefe normalmente censura aquele que...
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Só
faz o que mandam;
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Não
se relaciona com os colegas;
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Só
faz o seu trabalho;
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Não
gosta de novidades;
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Só
convive com a própria "panelinha";
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Acha
que tudo é politicagem;
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Não
se arrisca;
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Prefere
ficar invisível;
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É
extremamente assíduo, mas não inova;
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Jamais
se oferece para ajudar na hora do almoço ou depois
do trabalho;
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Não
vibra com coisa alguma.
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