Janeiro 2007

O Tempo não Pára

Enquanto a humanidade evolui a passos largos na tecnologia,
um planeta clama por socorro. Será que ainda dá tempo de reverter um iminente apocalipse?


Por Aleksandra Zakartchouk

Cazuza foi sábio quando vislumbrou um "museu de grandes novidades" em sua canção "O tempo não pára", que aborda a inevitabilidade do tempo. Em termos de tecnologia, o mundo felizmente avança veloz, graças ao empenho dos que buscam criar formas mais eficazes de se fazer algo e de aprimorar até o que já parece perfeito. Empresas geniais como Google e Apple estão aí para provar justamente isto.

Depois de passarmos os últimos anos deslumbrados justamente com a evolução da internet e suas possibilidades (que continuarão a nos encantar mais e mais), uma tendência ganha corpo provando ser a palavra da vez: Responsabilidade Sócio-Ambiental. A esta altura do campeonato, o tema entrou em pauta pra valer no mercado financeiro diante da possibilidade de um colapso na economia mundial.

Parece que a ficha finalmente caiu: nosso planeta não pode ser consumido até o bagaço, porque é aqui que nós moramos. Não dá mais para apenas alguns ostentarem riquezas e bem-estar, enquanto uma gigantesca massa mergulha na miséria absoluta. Não dá mais para explorar a Terra e seus recursos de forma insustentável, a menos que se queira pagar pra ver a fúria da natureza provando quem manda no pedaço. O desequilíbrio ecológico que a mídia tem mostrado hoje (previsto há décadas por instituições como Greenpeace) é apenas uma singela amostrinha do que virá por aí se o homem continuar desrespeitando o espaço coletivo em nome de interesses privados e de sua ganância - doença moral que torna a ambição desmedida, inconseqüente, sem ética, culpa e escrúpulos.

Às vezes imagino que se todo ser humano pudesse pegar um foguete e contemplar a Terra do espaço, o mundo poderia ser melhor diante da simples "percepção de unidade". Afinal, eu, você, o Papa, o Bush, a Madonna, o Dalai Lama, enfim todos vivemos no mesmo lugar. Aquela imensa bola azul que gira é, por enquanto, a "nossa" casa.

Moral da história: cidadão, o destino é um só para todos nós. Desperte, faça a sua parte, porque o tempo não pára nem perdoará retardatários.