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Cazuza
foi sábio quando vislumbrou um "museu de grandes novidades"
em sua canção "O tempo não pára",
que aborda a inevitabilidade do tempo. Em termos de tecnologia,
o mundo felizmente avança veloz, graças ao empenho
dos que buscam
criar formas mais eficazes de se fazer algo e de aprimorar até
o que já parece perfeito. Empresas geniais como Google e
Apple estão aí para provar justamente isto.
Depois
de passarmos os últimos anos deslumbrados justamente com
a evolução da internet e suas possibilidades (que
continuarão a nos encantar mais e mais), uma tendência
ganha corpo provando ser a palavra da vez: Responsabilidade Sócio-Ambiental.
A esta altura do campeonato, o tema entrou em pauta pra valer no
mercado financeiro diante da possibilidade de um colapso na economia
mundial.
Parece
que a ficha finalmente caiu: nosso planeta não pode
ser consumido até o bagaço, porque é aqui que
nós moramos. Não dá mais para apenas alguns
ostentarem riquezas e bem-estar, enquanto uma gigantesca massa mergulha
na miséria absoluta. Não dá mais para explorar
a Terra e seus recursos de forma insustentável, a menos que
se queira pagar pra ver a fúria da natureza provando quem
manda no pedaço. O desequilíbrio ecológico
que a mídia tem mostrado hoje (previsto há décadas
por instituições como Greenpeace) é apenas
uma singela amostrinha do que virá por aí se o homem
continuar desrespeitando o espaço coletivo em nome de interesses
privados e de sua ganância - doença moral que torna
a ambição desmedida, inconseqüente, sem ética,
culpa e escrúpulos.
Às
vezes imagino que se todo ser humano pudesse pegar um foguete e
contemplar a Terra do espaço, o mundo poderia ser melhor
diante da simples "percepção de unidade".
Afinal, eu, você, o Papa, o Bush, a Madonna, o Dalai Lama,
enfim todos vivemos no mesmo lugar. Aquela imensa bola azul que
gira é, por enquanto, a "nossa" casa.
Moral
da história: cidadão, o destino é um
só para todos nós. Desperte, faça a sua parte,
porque o tempo não pára nem perdoará retardatários.
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